Otoplastia

Otoplastia

Orelha de abano é um defeito congênito, cujas alterações consistem em um aumento do ângulo (abertura da orelha) em relação à cabeça e alterações de alguns relevos da orelha.

A cirurgia se propõe a modelar a cartilagem auricular sem aumentar o tamanho das orelhas, sendo que se houver aumento do tamanho aceitável das orelhas, este também pode ser diminuído.

A idade ideal para a correção deste tipo de alteração é a pré-escolar, ou seja, dos cinco aos sete anos de idade. Isto porque nesta idade as orelhas já estão totalmente formadas e também para evitar problemas de ordem psicológica em função de comentários por parte dos colegas. Todavia, nada impede que tal correção seja feita em outras fases posteriores da vida.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA

Todos os dados relativos à sua saúde serão questionados, incluindo doenças prévias ou em tratamento, uso de medicamentos, tabagismo, alergias medicamentosas, alimentares ou diversas, cirurgias prévias.

Serão solicitados alguns exames de rotina e também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico).

RECOMENDAÇÕES PRÉ CIRURGICAS

  • não usar, 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer;
  • Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação;
  • Jejum de 8 horas antes da cirurgia;
  • comunicar ao seu médico qualquer anormalidade
  • tomar banho completo e chegar a clínica 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

Esta cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação, podendo ser geral a critério do anestesista e do cliente. Neste aspecto é muito importante que a criança esteja motivada para a cirurgia e realmente desejando as melhoras propostas pois assim ela participa e colabora bastante com o procedimento, até permitindo a cirurgia com anestesia local.

A duração do procedimento é de aproximadamente duas horas e a alta hospitalar programada para o mesmo dia. As cicatrizes deste tipo de cirurgia são geralmente imperceptíveis em razão de se localizarem atrás das orelhas.

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso.

O(a) paciente sai da cirurgia com um curativo semelhante a uma touca, que permanece por 2 dias, protegendo as orelhas de qualquer traumatismo. Aí então este curativo é retirado, programando a retirada dos pontos após 10 dias.

Nas primeiras 2 a 3 semanas as orelhas ficam bem inchadas e um pouco mais sensíveis.

Durante 30 dias, recomendamos o uso de uma faixa de proteção (que poderá ser usada quando estiver em casa e à noite ao deitar) para não dobrar as orelhas, sendo isso necessário para a completa cicatrização da cartilagem.

A cliente receberá  alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

-Repouso de atividades físicas e  limitação de movimentos bruscos e amplos;

-Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião. Não deitar apoiando nas orelhas;

-Banhos  somente com a autorização da equipe cirúrgica, não molhando o curativo;

-Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo(a));

-Após 1 mês poderá retornar a suas atividades físicas habituais como, ginástica, natação etc;

-Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias;

-O(a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura.

Geralmente os resultados são muito bons, mas é importante salientar que quase sempre a orelha direita é diferente da esquerda e assim, alguma assimetria poderá existir após a cirurgia não sendo decorrente do procedimento, mas sim do próprio formato assimétrico das orelhas antes da cirurgia, bem como de alterações do contorno ósseo do crânio que podem projetar as orelhas de forma diferente.

A recidiva da orelha em abano é uma condição pouco comum que pode ocorrer, dependendo da técnica operatória empregada e dos cuidados pós operatórios seguidos pelo cliente.

Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques (revisão), quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período de 12 meses, quando sugerido pelo cirurgião.

O código de normas e condutas do cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório, mesmo que haja autorização do paciente. Proíbe ainda o uso de fotos de partes do corpo. A divulgação de preços e condições de pagamento em  meios de comunicação, como jornal e TV é vedada.